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Pressão por mudanças no Judiciário cresce em meio ao desgaste do STF (Clique aqui)

garcezpv
há 2 dias
2 min de leitura

O debate sobre uma possível reforma do Judiciário brasileiro ganhou força em 2026, impulsionado pela queda de confiança no Supremo Tribunal Federal e por discussões sobre os limites, regras e mecanismos de controle das instituições judiciais.

76% consideram que ministros do STF têm poder demais

Pesquisa Datafolha realizada entre 8 e 10 de setembro apontou que 76% dos brasileiros consideram que os ministros do STF possuem poder excessivo.

Ao mesmo tempo, 71% afirmam que o Supremo é essencial para a democracia.

Os dois números revelam uma percepção importante: a insatisfação com aspectos da atuação da Corte não significa necessariamente rejeição à existência ou à função constitucional do STF.

A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01833/2026.

Desconfiança chega ao maior nível da série

Outro levantamento do Datafolha, realizado entre 15 e 17 de setembro, mostrou que 48% dos entrevistados dizem não confiar no STF, maior percentual desde o início da série histórica do instituto, em 2012.

Outros 35% afirmaram confiar um pouco e 14%, confiar muito.

Foram entrevistadas 2.001 pessoas em 125 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.

O que poderia mudar?

Entre as propostas que passaram a integrar o debate político e jurídico estão temas como mandato para ministros do STF, regras mais rígidas para conflitos de interesses, critérios para nomeações, códigos de conduta e mudanças nos mecanismos de fiscalização e responsabilização.

Essas propostas, entretanto, são diferentes entre si e não podem ser tratadas como se houvesse uma única “reforma do Judiciário”.

Também existem posições divergentes sobre até onde eventuais mudanças poderiam avançar sem comprometer a independência judicial e a separação entre os Poderes.

Reforma entra no debate nacional

Os números disponíveis não permitem afirmar que determinada proposta de reforma possui apoio da maioria dos brasileiros. Eles demonstram, porém, uma insatisfação relevante com aspectos do funcionamento e da imagem do Judiciário, especialmente do Supremo.

O desafio será transformar esse debate em propostas concretas, transparentes e compatíveis com a Constituição.

Mudar para fortalecer as instituições é diferente de enfraquecê-las. O debate sobre uma reforma do Judiciário precisa começar justamente pela definição de quais problemas devem ser corrigidos e quais garantias precisam ser preservadas.

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